Flume

Acho que estou a ter uma overdose de ciência na minha vida. Socorro!
Não sei se sou apenas eu a portadora destes sintomas estúpidos de vez em quando ou se realmente acontece a toda a gente, continua a ser um grande mistério para mim, ainda está na fase da adolescência – o que é legitimo uma vez que ainda não mudei o segundo digito.

Por vezes é preciso sair da rotina um bocadinho para perceber isto, partir à aventura. Este fim de semana fui uma turista na minha segunda cidade e descobri coisas fascinantes que a minha maquina fotográfica mental registou, assim vão ficar gravadas com a magia do momento, porque as fotos captam a visão, não o momento.

É preciso ver, falar. É preciso comunicar e expressar o que de mais idiota vai na nossa cabeça, verbal ou não verbalmente. Estes últimos dias tenho me sentido um pouco abandonada, não pelas pessoas que adoro e me adoram de volta, mas pelas artes que costumavam ter um papel tão importante no meu dia a dia.
Talvez tenha sido eu quem as abandonou, sinto falta dos meus guaches e aguarelas que por esta altura são pó colorido, da minha guitarra que aos meus olhos o tempo não muda, tenho saudades de ouvir o som de um piano acústico à uma da manhã.

Acho que preciso de rever algumas prioridades na minha vida e não sobrevalorizar a ciência como a grande massa das pessoas, embora a minha vida seja ciência , ciência e mais ciência. Gosto muito dela também, alimenta o meu bichinho da curiosidade mas é como aquela música da qual que gostamos tanto tanto que ouvimos sem parar. Eventualmente cansa. Porque apenas com a subjetividade da arte conseguimos perceber que “tudo na vida é bonito, basta olhá-lo do ângulo corretoJohn

Beijinhos e bom resto de fim de semana.

-Mag